A rotina financeira de uma pequena ou média empresa costuma ser mais fragmentada do que parece. O dinheiro que entra está espalhado por diferentes contas, a conciliação é feita quase toda manualmente e, na hora de buscar crédito, cada banco enxerga apenas um pedaço da realidade do negócio. Não é impressão: 86% das PMEs se relacionam com mais de uma instituição financeira, e um quarto delas opera com seis a dez bancos ao mesmo tempo, segundo estudo da consultoria EY (Ernst & Young). Duas mudanças recentes, reguladas pelo Banco Central, estão começando a reorganizar esse cenário.
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Funciona como um débito automático feito por PIX. Em vez de depender de o cliente lembrar de pagar a cada vencimento, ele autoriza uma única vez, e os pagamentos recorrentes — mensalidades, assinaturas, contratos — passam a acontecer sozinhos, na data combinada. Para quem vende, o efeito prático é receber com mais regularidade e reduzir atrasos causados por esquecimento. O recurso está em vigor desde 16 de junho de 2025, e sua expansão para pagamentos entre empresas e a integração ao Open Finance avançam ao longo de 2026.
O Open Finance é um sistema em que a empresa é dona dos próprios dados financeiros e pode autorizar o compartilhamento deles entre instituições. Na prática, a sua vida financeira deixa de ficar presa a um único banco. Quando um parceiro consegue enxergar um retrato mais completo do negócio — faturamento, histórico, recebíveis —, ele avalia crédito com mais precisão e, potencialmente, oferece melhores condições. Em implantação em fases desde 2021, o sistema já é realidade no país: são mais de 46 milhões de consentimentos ativos, segundo o Banco Central.
Dentro dessa infraestrutura vem ganhando forma o chamado Open Assets, a base para que os recebíveis — o dinheiro que a empresa tem a receber — circulem de forma digital e padronizada entre instituições. É um passo importante: quanto mais organizados e rastreáveis são os recebíveis, mais simples fica utilizá-los como ferramenta financeira.
O ganho central é menos trabalho manual e mais previsibilidade: recebimentos mais regulares, conciliação automatizada e crédito avaliado a partir de dados reais do negócio, e não de um cadastro incompleto. Para o empresário, isso significa passar menos tempo apagando incêndios operacionais e mais tempo tomando decisões com base em informação confiável.
Nesse ambiente mais digital e integrado, a antecipação de recebíveis — transformar vendas a prazo em caixa disponível hoje — tende a ficar mais ágil e transparente. Com recebíveis registrados e dados compartilhados, a operação ganha fluidez. Vale lembrar que antecipar não é contrair dívida: a empresa acessa um valor que já lhe pertence, originado de vendas realizadas, ganhando liquidez sem criar novo passivo. Em um cenário em que os recebimentos ficam mais organizados, usar esse ativo de forma planejada torna-se ainda mais estratégico.
A forma como as empresas recebem e acessam crédito está mudando. PIX Automático e Open Finance apontam para um mercado mais integrado, transparente e favorável a quem se informa e se prepara. Entender essas ferramentas hoje é largar na frente.
Para saber como a antecipação de recebíveis pode fazer parte da sua estratégia financeira nesse novo ambiente, conheça as soluções da ADN e fale com um especialista.